sábado, 27 de marzo de 2010

Secretaria da Educação boicota a implantação do espanhol nas escolas do estado




Depois de decidir, tarde e de maneira atropelada e improvisada, incluir a língua espanhola no ensino médio a partir do segundo semestre, a Secretaria da Educação do estado de São Paulo que, como temos informado profusamente, não tinha dado nenhum passo em cinco anos para tanto, promove uma consulta aos alunos e pais para saber de quantos professores vai precisar. O mecanismo e os instrumentos da consulta, que conhecemos esta semana, deixam claro, mais uma vez, o porquê de tanta demora: o governo de São Paulo não quer saber de nada com a língua espanhola na grade.

Na reunião que, em 24 de fevereiro, a diretoria da APEESP teve com a coordenadora da CENP (órgão da Secretaria que hoje está a cargo da implantação do espanhol na grade), Valéria de Souza, sabendo que se planejava um levantamento sobre a demanda, uma das nossas principais exigências foi que esse levantamento fosse precedido por uma intensa divulgação, nas escolas e para os pais, das muitas vantagens práticas e concretas que aprender espanhol tem hoje para um jovem brasileiro. Aparentemente, era um ponto de acordo, praticamente o único, com a Secretaria. A APEESP prontificou-se a elaborar um texto para divulgação nas escolas, coisa que fez e enviou à CENP. A coordenadora da CENP e suas colaboradoras agradeceram todo o apoio que pudéssemos dar e se comprometeram a nos envolver no levantamento, que estaria sendo organizado por uma equipe de apoio de especialistas. Menos de um mês depois, ficamos sabendo que eram só palavras: o levantamento está em andamento, e intencionalmente desenhado para dar o pior resultado, para dar o resultado de que a comunidade “não quer” que os alunos tenham o espanhol como disciplina curricular.

Quem quiser, pode conferir no site http://coletalinguaespanhola.edunet.sp.gov.br/login.aspx, onde verá os formulários e as orientações para as diretorias de ensino. É dada a indicação de consultar na sala aos alunos e que os pais devam responder no dia seguinte, ou de realizar reuniões com os pais para consulta. Tudo antes de 31 de março, em meio a uma greve de professores, com as escolas semi-paralisadas. Não há nenhuma explicação que acompanhe a consulta, nada que sugira sequer por que seria interessante para o aluno cursar a disciplina. O formulário de “adesão” (é o nome que lhe é dado, como se fosse para uma causa ideológica e não para um componente curricular) é completamente ameaçador e desestimulante. Nada informa sobre qualquer conteúdo da disciplina, e o pai deve assinar, pelo aluno, o formulário, em que se afirma que o não cumprimento da disciplina pode acarretar “perda do direito em renovar minha matrícula em qualquer estágio do curso” ou “cercear a continuidade dos estudos no(s) semestre(s) subsequente(s).”

Essa ladainha burocrática é tudo que a CENP e seu grupo de especialistas tem para dizer sobre o significado de se estudar espanhol no estado mais populoso do país. A intenção é clara: continuar com o monolinguismo estabelecido por uma resolução de 2008 que burla a LDB e dizer publicamente que “a comunidade” optou pelo monolinguismo.

A APEESP não reconhecerá os resultados dessa consulta, que avaliamos como uma farsa, e que denunciaremos nos mesmos foros parlamentares e jurídicos em que estamos atuando. Somaremos o assunto aos que já tramitam em requerimentos de informação encaminhados por deputados, visando um questionamento integral da ação do governo estadual em relação às línguas estrangeiras na educação e, particularmente, à sua tentativa deliberada e sistemática de evitar a inclusão da língua espanhola na grade curricular.



Diretoria da APEESP.

lunes, 15 de marzo de 2010

Professores bloqueiam Paulista

Professores bloqueiam Paulista

Manifestação também parou o trânsito das Avenidas Consolação e Rebouças; greve da rede estadual é mantida

13 de março de 2010 | 0h 00

Luciana Alvarez e Felipe Oda - O Estadao de S.Paulo

PROTESTO - Manifestantes ocupam Avenida Paulista antes de seguir em passeata em direção à Praça da República; protesto foi pacífico e sem incidentes, segundo a polícia

Manifestação organizada pelo sindicato dos professores do Estado (Apeoesp) bloqueou parte das Avenidas Paulista, Consolação e Rebouças por cerca de três horas na tarde de ontem, desrespeitando pedido da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e prejudicando o trânsito na região central de São Paulo. Segundo estimativas da Polícia Militar, o protesto chegou a reunir 12 mil docentes e estudantes. Lideranças da Apeoesp avaliam que a manifestação reuniu mais de 40 mil pessoas. Apoiaram o ato público a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o PSTU e a entidade sindical Conlutas.

Durante o protesto, os professores votaram pela manutenção da greve iniciada na segunda-feira - e que, até ontem, tinha baixa adesão, segundo a Secretaria de Estado da Educação. Para a pasta, apenas 1% da categoria aderiu. Segundo o sindicato, 80% das escolas do Estado paralisaram as atividades.

Os docentes pedem reajuste salarial de 34%, incorporação imediata de gratificações e o fim das avaliações e dos programas criados pelo governo José Serra. Eles marcaram uma nova assembleia para a próxima sexta-feira, também na Avenida Paulista.

Com gritos de "Serra, a culpa é sua, a greve continua" e faixas dizendo "Inimigo da educação não pode governar a nação", os professores começaram o protesto no vão livre do Masp, por volta das 14 horas.

A manifestação foi encerrada por volta das 19 horas, na Praça da República, onde fica a Secretaria de Estado da Educação. As Avenidas Ipiranga e Consolação tiveram parte das pistas fechada. O protesto transcorreu sem incidentes graves. Um homem foi detido.

"Nossa luta é pela valorização profissional e salarial. Não há problema dizer que temos um lado político, o lado do magistério", afirmou a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha. A afirmação foi uma resposta ao secretário da Educação, Paulo Renato Souza, que disse que o movimento grevista tem caráter mais político que educacional.

"Serra está matando professor de fome", afirmou o professor de história Carlos Antonio Serafim dos Santos, que veio de Piracicaba para o protesto. "Desde 1998 o vale-alimentação é de R$ 4. Não dá nem para comer na feira."

Para Rafael Ambar, há três anos professor temporário de sociologia em Bauru, as propostas da secretaria não beneficiam nem professores nem estudantes. "Entre os que foram mal na avaliação do governo, tem gente que é muito capaz de trabalhar", disse. Valdete da Silva, professora de filosofia, reclamou da falta de estrutura. "Não tem funcionário para limpar nem para fazer a merenda no turno da noite." [...]

CRONOLOGIA

Novembro de 2005
Projeto de lei limitando a contratação de temporários a seis meses renováveis por outros seis provocou uma greve de quatro dias. O governo recuou da decisão, que poderia resultar no desemprego de 120 mil pessoas

Julho de 2008
Um decreto que alterou as regras de transferência do local de trabalho e de contratação de profissionais temporários causou 22 dias de paralisação. O governo modificou pontos do decreto, mas o sindicato continuou insatisfeito

Março de 2009
A greve não evitou que o governo aprovasse a criação de prova para docentes temporários e curso seguido de exame para os contratados em novos concursos.

Disponível em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100313/not_imp523597,0.php

sábado, 13 de marzo de 2010

Muere Miguel Delibes, alma del castellano

Muere Miguel Delibes, alma del castellano

El escritor renovó la literatura española y publicó más de 60 obras.- Tenía 89 años

ANTONIO FRAGUAS - Madrid - 12/03/2010

Miguel Delibes ha fallecido hoy en Valladolid a los 89 años, según ha informado su familia. El escritor padecía un cáncer del que fue intervenido en los años noventa. Con su obra Delibes consiguió dar nuevo vuelo a la literatura española, postrada tras el rodillo de la Guerra Civil. Era el último gran referente de las letras castellanas del siglo XX. La capilla ardiente ha quedado instalada desde las doce en el Ayuntamiento. La ciudad ha decretado tres días de luto oficial. Las reacciones a su fallecimiento se han sucedido a lo largo de toda la jornada: "Era la voz austera de un país sumido en el silencio; la más alta cima de la literatura española", ha dicho a través de un telegrama el presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero. Una gran ovación y gritos emocionados han recibido al cuerpo del literato a su entrada en la Casa Consistorial, donde se han congregado miles de personas.

El legado literario de Delibes está surcado por el sentimiento amoroso, la desigualdad social y el contraste entre la vida en el medio rural y en la ciudad. Atento al habla de las gentes del campo, su rico y preciso léxico es considerado como uno de los últimos reductos del español de Castilla, aunque el novelista introdujo importantes innovaciones formales.

Con su primera novela, La sombra del ciprés es alargada (un relato sobre la pérdida y la posibilidad de la felicidad, ambientado en Ávila y Barcelona), obtuvo en 1947 el prestigioso premio Nadal. Ha sido acreedor de las distinciones más importantes de las letras hispanas y varias veces candidato al Nobel de Literatura. En 1973 ingresó en la Real Academia Española; en 1982 ganó el premio Príncipe de Asturias de las Letras y en 1993 el premio Cervantes.

Nacido en Valladolid en 1920, Delibes comenzó una prolífica carrera como escritor tras lograr el Nadal, siendo autor de unas 60 obras, entre novelas, libros de viajes y diarios, la gran mayoría de ellas publicadas en la editorial Destino. Su último trabajo, aparecido en 2006, es una recopilación de relatos breves titulada Viejas historias y cuentos completos. Una decena de sus novelas ha sido adaptada al cine o a la televisión. Su personaje de Azarías en Los santos inocentes (interpretado en la versión cinematográfica de Mario Camus por el actor Paco Rabal) es uno de los iconos culturales españoles de la segunda mitad del siglo XX.

Lee el texto completo en: http://www.elpais.com/articulo/cultura/Muere/Miguel/Delibes/alma/castellano/elpepucul/20100312elpepucul_2/Tes