sábado, 30 de enero de 2010

Se multiplicó en Brasil el interés por el español

Informe anual del Instituto Cervantes

Se multiplicó en Brasil el interés por el español

La cantidad de estudiantes creció cinco veces en tres años y se necesitan más profesores

MADRID (EFE).- La enseñanza del español en Brasil atraviesa "el mejor momento de su historia". Frente al millón de estudiantes de esta lengua que había en 2006, hay ya cinco millones y lo probable es que se siga "avanzando a esa velocidad", aunque aún faltan unos 12.000 profesores para lograrlo.

Los datos correspondientes a Brasil son sin duda los más llamativos del Anuario del Instituto Cervantes 2009 "El español en el mundo", que fue presentado ayer por la directora de la institución, Carmen Caffarel, y por su director académico, Francisco Moreno.

El anuario comenzó a editarse en 1998 para impulsar las investigaciones sobre el español y su papel como lengua de comunicación internacional, y en esta nueva entrega se ofrecen también cifras sobre Rusia, donde hay al menos 20.000 estudiantes de esta lengua, y del Africa subsahariana, que cuenta con más de medio millón de personas que lo aprenden.

Los datos de 2009 dan "muchas alegrías" sobre Brasil, dijo Caffarel. Tras la aprobación en 2005 de la ley que obliga a ofrecer la asignatura de español en los centros públicos de enseñanza media de ese país, varias estadísticas cifran en 2.400.000 los alumnos que estudian esta lengua en ese nivel educativo y estiman que, en la enseñanza primaria, esa cantidad puede ser superior, aunque no se dispone de datos exactos.

Esas cifras del gran país americano "irán creciendo, según todas las previsiones", dijo la directora del Cervantes, institución que cuenta con 74 centros en 44 países.

Si tras la aprobación de la mencionada ley se dijo que hacían falta en Brasil unos 200.000 profesores de esta lengua, la realidad se ha encargado de demostrar que esa cifra era exagerada porque, según el Anuario 2009, serían necesarios "unos 11.000 o 12.000" docentes, que se sumarían a los 7000 actuales.

"Esa cantidad de profesores la puede afrontar el Ministerio de Educación brasileño", destacó Francisco Moreno, si bien los autores del estudio, Pedro Benítez y Alvaro Martínez-Cachero, señalan que las condiciones salariales y las dificultades presupuestarias "pueden ensombrecer" la incorporación de ese profesorado.

También en Rusia

En Rusia, apenas hay estadísticas oficiales, pero el anuario estima que hay "al menos 20.000 estudiantes de español pertenecientes a los distintos niveles educativos".

La fuerza de España como destino turístico y "su atracción como potencia cultural" influyeron en que el número haya aumentado en los últimos años, pero sobre todo el hecho de que en la enseñanza secundaria sea obligatoria la oferta del inglés, alemán, francés y español influye en que esas perspectivas sean halagüeñas.

"Creo que puede ocurrir algo similar a lo de Brasil", añadió Caffarel, para quien también es importante que el español ocupe ya el cuarto puesto como lengua extranjera, "en dura competencia" con el italiano y el chino, mientras que el francés y el alemán "retroceden en sus posiciones".

La expansión del español puede recibir un fuerte impulso en Filipinas, ya que también se va a promulgar una ley similar a la de Brasil, indicó la directora.

En Africa, los altos índices de emigración y las oportunidades laborales que da conocer otro idioma están detrás del interés por aprender español, dice el informe.


Publicado en La Nación de 28 jan. 2010.

Disponível em: <http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1226600&origen=NLCult>

miércoles, 27 de enero de 2010

A importância do ensino da língua espanhola para nossos jovens

A importância do ensino da língua espanhola para nossos jovens
Maria Izabel Azevedo Noronha
(Presidenta da APEOESPMembro do Conselho Nacional de Educação)

Lamentável a decisão do Governo do Estado de São Paulo de não oferecer neste primeiro semestre a língua espanhola como disciplina obrigatória no ensino médio nas escolas estaduais, como prevê a lei 11.161/05, a qual estabelece que, em 2010, a língua espanhola deve ser de oferta obrigatória no ensino médio em todo o país. Na verdade, o governo estadual não tomou nenhuma medida nos cinco anos de vigência da lei.Tal decisão ignora por completo a importância da língua espanhola no atual contexto do Brasil no cenário latino americano e mundial. Hoje, o oferecimento da língua espanhola na formação de nossos jovens vai muito além do seu eventual desejo de dominar esta língua, mas é um instrumento que poderá permitir a abertura de novas perspectivas profissionais para milhares de estudantes da rede estadual de ensino.Apenas para citar alguns exemplos, é preciso lembrar que o Brasil retomou e intensificou relações com dezenas de países de língua da espanhola na América Latina; que o MERCOSUL se consolidou e vem se ampliando; que teremos, nos próximos anos, no Brasil, dois eventos de grande magnitude: a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016. A demanda, portanto, por tradutores/intérpretes de língua espanhola tende a se ampliar, e muito.Além destes exemplos, há que se perceber que está ocorrendo uma profunda alteração na inserção brasileira no contexto internacional, o que torna o ensino da língua espanhola nas escolas públicas não um elemento isolado, mas parte integrante de um projeto de nação. Se, antes, apenas um bloco de nações ricas (o chamado G 8) determinava os rumos da política e da economia em todo o planeta, o Brasil teve um papel preponderante na criação de um novo bloco de nações, o G 20, que tem grande influência nas decisões mundiais (sobretudo após a eclosão da crise financeira internacional) e deve crescer ainda mais no próximo período.O governo de São Paulo comete grave erro ao adiar a implementação da lei 11.161/05. Mais uma vez, “empurra com a barriga” uma decisão importante e não se coloca à altura da responsabilidade de comandar o maior estado da federação, que deveria dar o exemplo em questão como esta. Não procede a alegação de que não há professores em número suficiente. É preciso abrir a demanda para que os professores se apresentem e para que se possam formar novos professores, de forma a suprir as necessidades da rede estadual.O que ocorre é que o Governo do Estado de São Paulo adota neste caso a mesma postura que teve em relação a outras leis federais, como no caso do ensino fundamental de nove anos. Adotado pelo governo federal como um grande avanço em termos educacionais e de inclusão social, pois permite a inserção antecipada no sistema escolar de milhões de crianças que não têm acesso ao ensino infantil, o ensino fundamental de nove anos foi negligenciado pelo governo paulista e implementado apenas no seu prazo limite. Isto representou um atraso para as crianças paulistas e um desrespeito a um direito assegurado em lei.A política curricular da Secretaria de Estado da Educação, como já denunciamos em muitas oportunidades, está muito longe de atender às necessidades e interesses de nossas crianças e jovens. No momento em que uma medida federal altera o currículo do ensino médio, oferece uma nova perspectiva para estes jovens, o governo de São Paulo cria obstáculos para que isto se torne realidade. Com que direito o faz? Com que objetivo?Na realidade, a língua espanhola, na prática, já é uma língua internacional. Somente a miopia de um governo preocupado com constantes disputas político-eleitorais não lhe permite ver esta realidade.A APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) luta pela imediata implementação do ensino de língua espanhola na rede estadual de ensino de São Paulo e vai trabalhar para articular todos os setores para exigir o cumprimento deste direito social, reivindicando e forçando o cumprimento da lei 11.161/05, já!

sábado, 23 de enero de 2010

Estados estão despreparados para oferecer espanhol na rede pública

Falta de professor é um dos motivos; lei determina que idioma esteja disponível no ensino médio a partir de agosto

Simone Iwasso e Mariana Mandelli

A inclusão do espanhol no currículo dos estudantes do ensino médio, obrigatória a partir deste ano, não estará implementada até o início das aulas na maior parte dos Estados brasileiros. As dificuldades para a oferta do idioma na rede pública estão na falta de planejamento, de professores e de material didático, além de divergências na interpretação da lei.

De acordo com a Lei 11.161, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2005, as escolas são obrigadas a oferecer espanhol no ensino médio, no horário regular de aula. A matrícula do estudante será facultativa, ele escolhe se quer ou não fazer. A lei deu cinco anos para que a medida entrasse em vigor - prazo que acaba em agosto.

De 25 Estados procurados pela reportagem, apenas 8 disseram estar com a infraestrutura pronta para oferecer espanhol - Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas, Rio, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal.

No entanto, apenas o Rio terá aulas para todo o ensino médio. Os outros terão só em um dos anos, numa proposta semelhante à de São Paulo, que começará com as aulas em agosto. Todos os outros Estados, incluindo as Regiões Norte e Nordeste, afirmaram que ainda estão se organizando e, para isso, esbarram na falta de professores.

Muitos deles, como Rio Grande do Norte e Pernambuco, abriram concurso, mas não sabem se terão candidatos. No Tocantins, um concurso aberto no ano passado não conseguiu preencher as 11 vagas - não há licenciatura em espanhol no Estado. No Maranhão e Ceará, os estudantes terão de optar entre inglês ou espanhol.

Na Paraíba, os concursos ainda nem foram marcados. "A primeira turma do curso de licenciatura em espanhol do Estado, com dez alunos, forma-se agora", justifica a coordenadora estadual do ensino médio, Terezinha Fernandes. "Vamos tentar o máximo possível, mas temos poucos profissionais."

Sergipe enfrenta a mesma situação. "A maior dificuldade é a contratação de professores", diz Isabel Silva, diretora do departamento de educação da secretaria estadual. Até o fim de 2009, apenas 3 das 152 escolas da rede ofereciam espanhol.

Há no País 12,7 mil professores do idioma, segundo dados do Inep, do Ministério da Educação, para cerca de 8 milhões de alunos que cursam o ensino médio.

A presidente do Conselho Nacional dos Secretários da Educação, Yvelise de Souza Arco-Verde, do Paraná, afirma que o ensino de idiomas é um problema histórico e que, neste caso, as redes deixaram para a última hora. "Há dificuldade para formar professor, para ter material didático. É todo um ensino que precisa ser debatido."

O próprio Conselho Nacional de Educação não deliberou sobre o tema. "A lei não normatiza sobre a oferta para cada um dos anos do ensino médio. Os conselhos estaduais devem decidir sobre isso", diz Cesar Callegari, da Câmara de Educação Básica.

Un atlas lingüístico oral del castellano ya está disponible en Internet

Wikilengua, el sitio colaborativo de la lengua castellana puso en marcha este miércoles un atlas lingüístico oral para recoger las variedades del español en el mundo. Los usuarios pueden cargar archivos de audio que reflejen el acento y los modismos particulares de cada región.

Wikilengua, el sitio colaborativo de la lengua castellana puso en marcha este miércoles un atlas lingüístico oral para recoger las variedades del español en el mundo. Los usuarios pueden cargar archivos de audio que reflejen el acento
En el segundo aniversario de esta web interactiva, su coordinador, Javier Bezos, aseguró a la agencia EFE que "lo más novedoso es la puesta en marcha de un atlas oral al que los hablantes de todo el mundo pueden subir grabaciones para reflejar una cierta habla".


"Se ha estado trabajando en ello durante el 2009, y de hecho ya está en marcha desde hace unos meses, pero será durante el 2010 cuando realmente se lance", explica Bezos.

El objetivo del atlas oral es permitir que todos los hispanohablantes puedan construir con sus aportaciones un registro de las diferentes hablas del castellano, geolocalizadas en un mapa que usa la tecnología de Google Maps, al que se pueden ir añadiendo nuevas grabaciones de sonido.
Existen, además, otros cambios que se han desarrollado en la Wikilengua, como la edición y creación de artículos por usuarios anónimos, "para que sea un sitio realmente abierto y de la web 2.0". "Son muchos los usuarios -asegura Bezos- a los que les gusta el anonimato, que han participado por esa vía, a menudo con aportaciones muy valiosas".

Dos años después de su presentación, la Wikilengua del español ha superado los 11,3 millones de páginas visitadas por un público procedente de una lista de 180 países encabezada por España, México y Colombia, según los datos de Google Analytics.

Gracias a las colaboraciones de los usuarios, de los que hay 8.672 registrados hasta la fecha, la Wikilengua del español cuenta con más de 30.000 páginas y solo en el 2009 recibió 2.415.807 visitas.

Pero los avances en la Wikilengua no se circunscriben únicamente al desarrollo de su infraestructura y contenido, sino que durante el año 2009 "red.es", conscientes de la importancia de proyectos como este para acercar el mundo digital a la sociedad española, renovó su patrocinio de este sitio web que ya asumió en su lanzamiento.

Este sitio de internet, por su "carácter abierto y participativo", se consolida también como un instrumento pedagógico de enorme proyección pues es, en sí mismo, un recurso didáctico, ya que estudiantes y profesores participan en su construcción.

Disponible en:
<http://www.revistaenie.clarin.com/notas/2010/01/14/_-02119935.htm>.

martes, 12 de enero de 2010

Lula deve aprovar criação de universidade federal da América Latina nesta terça-feira

Lula deve aprovar criação de universidade federal da América Latina nesta terça-feira

Instituição terá cota de 50% das vagas para estudantes latino-americanos

Lais Lis, do R7 em Brasília

A universidade brasileira que terá 50% das vagas reservadas para alunos de outros países da América Latina vai sair do papel. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar nesta terça-feira (12) a lei que cria a Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana).

A nova universidade será instalada na região da tríplice fronteira, em Foz do Iguaçu (PR). Ela atenderá 10 mil alunos em cinco anos, sendo 50% brasileiros e 50% estudantes de outros países latino-americanos.

O corpo docente da instituição seguirá a mesma regra de cota dos alunos. Metade será composta por professores brasileiros e a outra metade por especialistas latino-americanos.

A instituição, que deve iniciar os trabalhos já no segundo semestre de 2010, também trará como proposta inovadora aulas bilíngues.

No primeiro semestre serão disponibilizadas mil vagas em pelo menos 17 cursos. Segundo o professor Hélgio Trindade, futuro reitor da Unila, os cursos que serão oferecidos estão diretamente relacionados a áreas importantes para a relação entre os países latino-americanos, além de serem graduações que não são oferecidas em outras universidades brasileiras. Um exemplo é a carreira de engenharia das energias renováveis e a graduação em sociedade, Estado e política na América Latina.

A Unila nasceu da ideia de formar uma universidade única para o Mercosul. Essa instituição seria financiada e administrada conjuntamente pelos países do bloco, como a Universidade Andina Simón Bolívar, criada pelos países andinos e administrada conjuntamente pelo Equador, Venezuela, Peru, Colômbia e Bolívia. A proposta, porém, foi rejeitada por alguns países do bloco.
Depois de desprezada a proposta de uma universidade única para o Mercosul, o Brasil anunciou a intenção de criar uma universidade com foco na América Latina e com vagas exclusivas para estrangeiros.

A Unila, como todas as outras instituições federais de ensino superior, receberá verba do MEC (Ministério da Educação). A proposta orçamentária para 2010 é de quase R$ 23 milhões.

Após a aprovação da lei que cria a universidade, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), líder do partido no Senado, destacou a importância do projeto em plenário.

- Este é um grande projeto que mudará a história da América Latina. A iniciativa contribuirá para o pensamento a respeito da integração regional.

Enem

A seleção dos primeiros alunos, que iniciarão as aulas no segundo semestre de 2010, acontecerá de duas maneiras.

Os brasileiros serão selecionados pelas notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e os estrangeiros só irão ingressar na Unila após uma prova única preparada pelo governo brasileiro, que será aplicada em todos os países da América Latina.

O exame latino-americano deve ser elaborado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), mesmo instituto responsável pela preparação do Enem. Trindade fez uma ressalva:

- Teremos que ter cotas de participação, para garantir a presença de todos os países. Não podemos, por exemplo, que estudantes argentinos e mexicanos fiquem com todas as vagas e que outro país fique de fora.

Para o futuro reitor da universidade, a criação de uma instituição de ensino latino-americana será essencial para as relações entre os países:

- Você vai criando laços pessoais, intelectuais e uma integração mais profunda. Não basta a integração só comercial, tem que haver a ideia de uma integração por meio do conhecimento.

Pelos próximos dois anos, a universidade funcionará em uma sede provisória no Parque Tecnológico de Itaipu. Entretanto, a Unila já tem terreno e um planejamento arquitetônico para o campus. Um projeto do arquiteto Oscar Niemeyer será construído em Foz do Iguaçu (PR), em um terreno doado pela Itaipu Binacional.

Publicado em
11 jan. 2010. Disponível em: <http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/lula-deve-aprovar-criacao-de-universidade-federal-da-america-latina-nesta-terca-feira-20100111.html>

viernes, 8 de enero de 2010

Acordo que reconhece diplomas de professores de espanhol e de português nos países do Mercosul

Você sabia que desde outubro de 2009 foi aprovado um acordo que reconhece diplomas de professores de espanhol e de português nos países do Mercosul?
Leia a matéria abaixo, publicada na Agência de Notícias do Senado em 28/10/2009.

Aprovado acordo que reconhece diplomas de professores de espanhol e de português nos países do Mercosul

A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul aprovou nesta quarta-feira (28) um acordo firmado pelos governos dos países do bloco regional que autoriza a validação dos diplomas para a professores de português e de espanhol nos países do Mercosul.
Com isso, professores brasileiros de português poderão se candidatar a dar aula nos países vizinhos, assim como professores argentinos, uruguaios e paraguaios poderão disputar vagas para professor de espanhol nas escolas brasileiras. No Brasil, a Lei nº
11.161/05 determina que as escolas de ensino médio serão obrigadas a oferecer aulas de espanhol a partir de 2010 - para os alunos, a matéria será optativa.
O acordo sobre a validação dos diplomas, assinado em junho de 2005, ainda será votado pelas Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), seguindo depois para o exame dos Plenários do Senado e da Câmara. Para que seja cumprido, o acordo também deve ser aprovado pelos parlamentos dos outros países-membros do Mercosul.
A aprovação foi saudada pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que integra o Parlamento do Mercosul. Para ela, a medida "é fundamental para a verdadeira integração dos povos destes países vizinhos". Ela lembrou que o Brasil precisará "de muitos professores de espanhol" no ensino médio a partir de 2010, lembrando que também há grande procura por professores de português nos outros países latinos.
Na mesma reunião, presidida pelo deputado federal José Paulo Tóffano (PV-SP), os parlamentares aprovaram acordo assinado pelo Brasil e pelo Uruguai para que sejam criadas escolas técnicas em cidades fronteiriças, que oferecerão vagas tanto para alunos uruguaios quanto brasileiros. Elas irão ministrar cursos técnicos nas áreas agropecuária e industrial, sendo que metade das vagas caberá a brasileiros e a outra metade a uruguaios. Os diplomas expedidos por estas escolas terão validade curricular e trabalhista nos dois países.
Pelo acordo, as escolas serão mantidas pelos governos de cada país, de forma independente do país vizinho. Para se candidatar a uma vaga, o aluno deve comprovar que cursa ou está cursando o ensino médio. O acordo ainda deve ser aprovado pelas Comissões de Relações Exteriores e de Constituição e Justiça antes de ser levado aos Plenários do Senado e da Câmara.
A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul também aprovou nesta quarta-feira o Acordo de Alcance Parcial Agropecuário nº 3 firmado pelo Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai e Bolívia. O acordo institucionaliza o Conselho Agropecuário do Sul, mecanismo de diálogo, consulta e harmonização de ações entre os Ministérios da Agricultura dos seis países. O conselho será formado pelos ministros de Agricultura, ou equivalente, destes países e se reunirá uma vez por ano, ou convocado extraordinariamente por solicitação de qualquer um dos governos.

Eli Teixeira / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Disponível em:
http://www.senado.gov.br/Agencia/vernoticia.aspx?codNoticia=96844&codAplicativo=2